Dúvidas?
Por Nicole Alessi
Terça, 17 de Set de 2019
9 min. de leitura
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Vegetarianos e veganos: um público que só aumenta

A mudança de padrão alimentar vem sendo fortemente relacionada com novos hábitos de vida, adoção de dieta saudável e também com a retirada de carne dos cardápios.

 

O número de vegetarianos e veganos só está aumentando, e isso se deve às diversas oportunidades de alimentação para “simpatizantes” do movimento em prol de causas ambientais.

 

Em capitais e suas regiões metropolitanas, já se tem aproximadamente 15% da população adepta ao vegetarianismo. O veganismo ainda está um pouco abaixo disso, mas tende ao crescimento.

 

Afinal, o que esse público busca? Quais as diferenças entre eles? Entenda a seguir!

 

Veganos x vegetarianos

 

O primeiro ponto é entender a diferença desses dois movimentos. E, inclusive, ao abordar seu cliente, é muito importante direcionar-se a ele de forma correta, afinal, chamar um vegano de vegetariano pode até causar uma má impressão!

 

Começando pelo grupo mais radical, que são os veganos: basicamente, nada de origem animal é consumido. Isso envolve alimentos de origem animal (como leite, queijos, iogurtes), uso de materiais como couro, e muito mais.

 

Já os vegetarianos retiraram a carne de suas dietas, mas muitos mantêm o consumo de ovos, queijos, leite, iogurte e outros derivados. Embora o vegetariano “raiz” não consuma peixe, alguns consumidores possam se dizer vegetarianos e ainda assim, consumirem produtos do mar.

 

Dificuldades enfrentadas pelo público

 

Muito além da confusão que funcionários de restaurantes possuem com os termos vegetarianos e veganos, existem muitas outras queixas por parte desses públicos.

 

A falta de opções no cardápio é, disparada, a reclamação mais frequente. Esse, inclusive, é um dos motivos pelos quais as maiores porcentagens de veganos está situada em capitais – que seriam cidades com maior diversidade alimentar e número de restaurantes.

 

Também, o preparo dos pratos em mesmas chapas e outros itens em que são preparadas as carnes, é um ponto extremamente negativo para o estabelecimento. Não se engane, pois o cliente percebe, sim, quando esse “deslize” acontece.

 

Um cardápio pouco esclarecedor pode espantar veganos e vegetarianos do seu estabelecimento. A maioria deles não discrimina de forma adequada em qual grupo se encaixa cada prato, nem quais os ingredientes utilizados no preparo.

 

A nova tendência pode atrair mais clientes

 

Como já lhe dissemos, a falta de opções é um empecilho para os seus clientes veganos e vegetarianos. Portanto, ter mais pratos em seu cardápio pode ser um diferencial.

 

É de extrema importância abranger esses grupos no momento de planejar seus produtos e vê-los como potenciais meios de divulgação do seu restaurante.

 

Isso porque a maioria dos “vegs” têm amigos e familiares com a mesma dieta, que serão potenciais clientes.

 

Se tratando de um público que só cresce e conta com poucas opções alimentares, não há dúvidas que esse é um investimento muito interessante para o seu estabelecimento.

 

O que oferecer para esse público

 

Uma falha muito comum dos estabelecimentos é a de ofertar cardápios restritos para esse público.

 

Alguns restaurantes contam apenas com opções de massas que não contém carne, o que pode prejudicar clientes que estão com restrição a esse grupo alimentar.

 

Em contrapartida, outros estabelecimentos oferecem apenas pratos “fitness” para os vegs, o que também é um ponto negativo.

 

Pensando nisso, é essencial que haja pratos com baixo teor de calorias e outros “normais”, com o objetivo de abranger todos os públicos e inclusive, oferecer variedade a um mesmo cliente — que pode ir ao seu estabelecimento ou realizar pedidos frequentemente.

 

Treine a sua equipe

 

A falta de preparo de garçons e cozinheiros é um ponto que incomoda esses grupos. Ao pedir por uma refeição sem carne, os clientes podem se sentir prejudicados e mal atendidos, principalmente por serem pouco compreendidos pelos atendentes.

 

Com isso, podemos destacar a importância de ensinar os funcionários sobre os aspectos de cada uma dessas dietas, alertar sobre o crescimento do público e explicar a importância de atender de forma diferencial (porém, positiva) tais clientes.

 

Em se falando do preparo de pratos e inovações, também é possível contar com profissionais especializados no assunto e que trabalham no ramo há algum tempo.

 

Trabalhe com flexibilidade

 

Independente da sua “especialidade”, deixe com que o cliente realize sugestões de pratos e escolha os seus ingredientes. Permita que seus atendentes atendam a esses pedidos de forma simpática e gentil.

 

Quando o cliente pedir para que um ingrediente seja retirado (por exemplo, o bacon), jamais se esqueça. Afinal, um único ingrediente fará toda a diferença para um vegano ou vegetariano.

 

Ofereça preços acessíveis

 

Pelo fato de ainda ser um mercado pouco explorado, é comum que sejam cobrados valores absurdamente altos por produtos “vegs”. Inclusive, esse é um dos grandes motivos que muitos abandonam esse estilo de vida.

 

Para destacar-se no cenário, outra adequação é também a de cobrar valores menores por esses pratos, principalmente porque eles geralmente possuem menores custos de promoção.

 

Lembre-se que essa é mais uma forma de fidelizar seus clientes e ser um diferencial no mercado.

 

Trabalhe com feedbacks

 

Escute esse “novo” público e invista na tendência, afinal, só existem perspectivas de crescimento de veganos e vegetarianos.

 

Aposte em novos pratos e opções, mas também se lembre de buscar a avaliação dos seus clientes, ouvindo atentamente as críticas.

 

Sempre busque maneiras de fidelizar o seu público, utilizando-se de promoções, envio de sobremesas e guarnições gratuitas, oferta de taxa de entrega grátis e muito mais.

 

E, claro, contrate uma equipe atualizada e capacitada para atender esses e outros públicos.

 

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